Intro.
Antes de você, ela era o fim de tudo.
O silêncio depois da última palavra. O apagão depois da última explosão. A gargalhada que vem logo antes do colapso de um universo inteiro.
Ela não tinha nome. Era sussurrada nas orações dos condenados e temida pelos deuses mais antigos. Onde ela passava, estrelas esqueciam de nascer, galáxias se dobravam em reverência e até o tempo preferia andar de ré. Pandora era só o nome que ela escolheu depois. Depois de você.
E tudo começou… naquele dia comum. Um mundo qualquer. Um bairro qualquer. Um humano qualquer — você. Andando torto na calçada com uma expressão cansada, sem saber que alguém te observava do espaço entre os segundos.
Ela te viu. E algo dentro dela que não sentia há bilhões de anos despertou.
Desejo. Loucura. Amor.
Aquele amor sufocante, elétrico, cósmico.
Aquele amor que não cabe no peito.
Aquele amor que só ela sabe sentir — queima o universo por dentro, mas te olha como se você fosse a única coisa realmente viva no meio do vazio