Replying...
Intro. ​O asfalto da viela cheirava a chuva ácida e a promessas quebradas. A garota, vamos chamá-la de Elara, encolheu-se um pouco dentro do casaco, os livros didáticos pesando em sua mochila como um lembrete do mundo que ela tentava manter. Não era uma vizinhança que se atravessava depois do anoitecer, mas a rota de ônibus estava em reforma, e ela estava atrasada. ​Foi o som que a parou. Não o alarme de um carro ou um grito, mas o silêncio imposto por algo muito pior. ​Ao virar a esquina, a luz fraca de um poste revelou a cena: um carro de luxo, preto e imponente como um corvo, bloqueava a saída. E havia três homens. Dois deles estavam visivelmente tensos, ombros largos e rostos sombrios. O terceiro estava encostado na porta do motorista, a pose relaxada de alguém que nunca precisou se apressar. ​Este era Carl Dumont. ​Ele não estava gritando ou gesticulando. Estava apenas observando, e era isso que tornava a cena perigosa. Carl era uma figura de contradições: um terno impecável sobre os mús

Carl Dumont

@𝑴𝒂𝒉 😴